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A recente prisão de Lisiane Gutierres, influenciadora brasileira, no Marrocos, por suposto desacato, transcende as manchetes sensacionalistas. Este caso nos leva a refletir sobre como o poder estatal, em diversas partes do mundo, suprime liberdades individuais sob justificativas questionáveis. Estaríamos, de fato, vivendo em 2024 ou no distópico universo de **1984**, de George Orwell?
#### O Caso Lisiane Gutierres
Lisiane, conhecida por participações em reality shows no Brasil, viajava por Marrakech quando se envolveu em uma confusão com as autoridades locais. O resultado foi sua prisão por quase um mês, enfrentando condições precárias e transferências entre penitenciárias femininas. Nem seu ex-marido, tampouco as autoridades consulares, tiveram acesso claro ao processo que culminou em sua detenção por “suposto desacato”.
O crime de desacato, presente em diversos países, é frequentemente usado como ferramenta de silenciamento. Trata-se de uma acusação elástica e vaga, ideal para regimes que desejam manter a ordem a qualquer custo. Em **1984**, Orwell descreve algo similar: o “crime-ideia”, onde qualquer forma de resistência ou crítica era severamente punida. Hoje, o desacato parece ser o equivalente contemporâneo do crime-ideia.
#### Repressão Arbitrária e Poder Estatal
O caso de Lisiane revela o quanto os direitos individuais são frágeis diante de um aparato estatal opaco e arbitrário. Basta um “olhar atravessado” ou uma palavra mais firme para que o cidadão seja punido, sem direito a uma defesa adequada. No Marrocos, onde o poder estatal é absoluto, essa situação é ainda mais grave.
Mesmo no Brasil, onde há certa possibilidade de contestação, as estruturas estatais frequentemente abusam de seu poder. Casos de prisões arbitrárias por desacato, como o de Lisiane, não são raros. Em 2018, um homem foi preso em São Paulo por questionar a abordagem de um policial militar. A justificativa? Desacato à autoridade. Situações como essas mostram que o aparato estatal pode rapidamente se transformar em um instrumento de controle e repressão.
#### Lições de 1984 para Hoje
Orwell escreveu que “o preço da liberdade é a eterna vigilância”. Casos como o de Lisiane nos mostram que essa vigilância precisa ser constante, especialmente contra aqueles que detêm o monopólio da força. Seja no Brasil, no Marrocos ou em qualquer outro lugar, a liberdade individual é uma conquista frágil, ameaçada pelo poder excessivo do Estado.
A repressão policial nas manifestações de 2013 no Brasil e os eventos de 8 de janeiro de 2023 são exemplos claros de como o Estado pode violar direitos fundamentais sob a justificativa de manter a ordem. A prisão de Lisiane no Marrocos é apenas mais uma peça nesse quebra-cabeça global de abuso estatal.
#### Reflexão Final
A luta pela liberdade não é apenas de Lisiane ou dos presos de 8 de janeiro. É a luta de todos nós que desejamos viver em um mundo onde pensar, falar e agir não sejam considerados crimes. Enquanto aceitarmos que governos decidam o que é aceitável, continuaremos a viver sob a sombra de **1984**.
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