Você sabe o que é o *Janja Paluza*? Talvez não, mas deveria. Afinal, foi você quem ajudou a bancar este evento, mesmo sem saber. Entre os dias 14 e 16 de novembro, no Rio de Janeiro, aconteceu o pomposamente intitulado “Festival Aliança Global contra a Fome e a Pobreza”, um nome que soa como uma grande causa, mas que na prática pareceu mais um desfile de vaidades da primeira-dama brasileira, Janja da Silva.
O evento reuniu 29 artistas, todos com viés político alinhado à esquerda, que receberam cachsês simbólicos de R$ 30 mil para pocket shows. Também contou com a presença de figuras políticas para preencher o cenário. A promessa? Combater a fome no Brasil e no mundo. O resultado? Um desfile de discursos desconectados da realidade e uma conta salgada para os cofres públicos.
#### Quem Pagou a Conta?
Essa é a pergunta que deveria estar na mente de todos. Entre os patrocinadores do evento estavam Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal, Petrobras, a Prefeitura do Rio de Janeiro e, claro, a usina de Itaipu. A contribuição de Itaipu, que chegou a impressionantes R$ 15 milhões, chama particular atenção. Vale lembrar que Itaipu é uma estatal binacional cuja tarifa é majoritariamente bancada pelos consumidores brasileiros.
O patrocínio de Itaipu ao festival revela a hipocrisia e o desvio de finalidade que frequentemente permeiam as ações das estatais brasileiras. Sob o pretexto de apoiar causas sociais, essas empresas se transformam em verdadeiros cofres para iniciativas políticas, promovendo eventos que pouco ou nada têm a ver com suas atividades-fim. Em maio deste ano, por exemplo, Itaipu destinou R$ 1,3 bilhão para obras de infraestrutura em Belém, uma cidade que não é atendida pela energia da usina. Também investiu R$ 81 milhões em projetos do MST, atendendo diretamente a um pedido do presidente Lula.
#### O Preço da Megalomania
Enquanto o Brasil continua pagando tarifas excessivamente altas pela energia gerada por Itaipu, o dinheiro da estatal é usado para financiar eventos como o *Janja Paluza*. Desde a quitação da dívida bilionária da usina, esperava-se que as tarifas fossem reduzidas. No entanto, pressões políticas e custos operacionais inflados — que incluem "projetos socioambientais" como esse festival — mantêm as contas de energia nas alturas.
Para piorar, a primeira-dama, ex-funcionária de Itaipu, ocupava um cargo na área de responsabilidade social da estatal antes de sair para se casar com Lula. Seu salário à época era de R$ 20 mil, mas hoje, como figura central de eventos como o *Janja Paluza*, seu legado parece ser o de perpetuar a utilização de recursos públicos para projetos de questionável relevância.
#### Desperdício Disfarçado
Se as estatais que financiam esses eventos fossem proibidas de realizar esse tipo de patrocínio, o governo teria que buscar os recursos diretamente no orçamento, sujeitando-se a uma fiscalização mais rigorosa. Mas, ao esconder esses gastos em estatais como Itaipu, cria-se um sistema opaco, onde as prioridades orçamentárias são moldadas pela conveniência política, não pelas reais necessidades do povo.
#### Conclusão
O *Janja Paluza* não foi apenas um evento de mau gosto; foi um retrato fiel de como o dinheiro público é mal utilizado no Brasil. Enquanto a fome persiste e a população sofre com tarifas de energia abusivas, a elite política se diverte às custas do cidadão comum. Mais do que nunca, é essencial questionarmos para onde vai cada centavo do nosso dinheiro e cobrarmos maior responsabilidade fiscal e transparência das instituições públicas.
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