No último mês, o Banco Central do Brasil lançou um novo modelo da moeda de R$ 1 em celebração aos 30 anos do Real. A moeda, que parece ter passado por uma transformação estética discutível, não traz grandes novidades em termos de valor ou funcionalidade. Afinal, a pergunta que fica é: realmente temos algo a comemorar?
O Real, que já não é mais uma novidade, poderia ser considerado a joia da coroa da economia brasileira, mas, ao longo das últimas três décadas, sua desvalorização foi profunda. Para entender a gravidade da situação, basta lembrar que o que hoje equivale a R$ 1, na verdade, representa apenas 12 centavos em relação ao seu valor de 1994. Isso se traduz em mais de 700% de inflação acumulada, um recorde que muitos brasileiros sentem na prática, especialmente ao fazer compras no supermercado.
A nova moeda, com sua tiragem de 45 milhões de unidades, se torna apenas mais uma entre as 147 milhões de moedas de R$ 1 que o Banco Central irá distribuir este ano. Ou seja, não é exatamente uma raridade, e seu valor futuro provavelmente será insignificante. As comemorações, portanto, parecem mais uma tentativa de fazer marketing em cima de uma realidade econômica preocupante.
Historicamente, moedas comemorativas no Brasil costumam ter um design que remete à cultura e ao simbolismo nacional. No entanto, a nova moeda, que parece ter recebido um golpe estético, não se compara à beleza de edições anteriores, como aquela que trazia a imagem de uma mãe-passarinho alimentando seus filhotes. O que vemos agora é uma proposta que se alinha à desvalorização do Real: uma moeda que, assim como seu valor, perdeu o brilho.
A situação é ainda mais crítica quando analisamos a expansão da base monetária. Nos últimos 12 meses, o valor do Real em circulação aumentou em 15%, o que significa que a moeda está se desvalorizando rapidamente. Isso contrasta com o controle da taxa Selic, que, embora tente segurar essa expansão monetária, não pode durar para sempre. Quando o governo decidir reduzir essa taxa, o resultado será a aceleração da desvalorização.
O futuro do Real é incerto. Será que veremos a moeda sobreviver até seu 40º aniversário? É possível, mas com a certeza de que sua capacidade de compra continuará a encolher. A única coisa que parece garantida é que, sem mudanças significativas na política monetária, o Real seguirá o caminho de outras moedas brasileiras que não conseguiram resistir à inflação.
Portanto, a celebração do aniversário do Real não deveria ser um motivo de júbilo, mas uma chamada à reflexão. O que temos a comemorar em um contexto de crescente desvalorização e perda de poder aquisitivo? Mais importante ainda, como podemos proteger nosso patrimônio em um cenário onde a inflação se torna uma constante?
Considerar alternativas, como criptomoedas, pode ser um caminho a se explorar. Elas oferecem a possibilidade de proteção contra a inflação e a instabilidade que a moeda estatal não consegue garantir. Ao invés de nos apegarmos a moedas que perdem valor, talvez seja hora de olharmos para opções que realmente preservem nosso patrimônio.
Assim, ao invés de nos deixarmos levar pela euforia de uma nova moeda feia e sem valor, é fundamental buscar soluções que nos permitam escapar das garras de um sistema que, ao invés de proteger, tem nos prejudicado ao longo dos anos. A liberdade financeira é um direito de todos, e é nossa responsabilidade buscá-la ativamente.
Sobre o Autor: Este artigo foi escrito por Quinta Essência, revisado por Amazônia Livre e narrado por Jalma Guedes, para o programa Visão Libertária, sua fonte de informações descentralizadas e distribuídas. Ajude a propagar as ideias de liberdade: deixe seu like e compartilhe com seus amigos!
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