Nos últimos anos, a situação na Venezuela tem se deteriorado a níveis que nem mesmo os mais otimistas podem ignorar. Sob o comando de Nicolás Maduro, o país caiu em uma espiral de repressão, censura e violação dos direitos humanos. No entanto, o que é particularmente alarmante para nós, brasileiros, não é apenas o que está apostando no país vizinho, mas sim os paralelos perturbadores que podemos traçar entre a ditadura venezuelana e os rumores de que a nossa própria nação está tomando.
Maduro, agora sem qualquer vergonha de mostrar suas garras autoritárias, tentou a prisão de Edmundo González, o verdadeiro vencedor das últimas eleições presidenciais na Venezuela. Essa manobra descarada de eliminar a oposição política seria suficientemente chocante por si só, mas torna-se ainda mais perturbadora quando consideramos as semelhanças entre as ações de Maduro e as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não Brasil.
A Imprensa que Não Pode Mais Ignorar
O cenário é tão deplorável que até mesmo uma parte da imprensa brasileira, tradicionalmente conivente com o regime venezuelano, não consegue mais "passar pano" para a ditadura de Maduro. A prisão de crianças, a execução sumária de dissidentes e agora a perseguição implacável a González forçaram muitos jornalistas a admitir que Maduro é, de fato, um ditador. Contudo, a verdadeira ironia aqui é que, enquanto a imprensa brasileira finalmente começa a criticar Maduro, ela se mantém relativamente silenciosa sobre o crescente autoritarismo que vendemos em casa.
Não podemos ignorar o fato de que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), um grupo frequentemente ligado ao governo brasileiro, inveja mil pessoas por ajudar Maduro em sua repressão ditatorial. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro, sob a liderança de Lula, tentou que o Exército Brasileiro prestasse continência ao MST no Dia da Independência, um sinal claro do alinhamento ideológico entre essas forças.
A Farsa do STF e a Censura do X
O ponto culminante dessa triste trajetória de repressão foi a decisão de Maduro de suspender o X (antigo Twitter) na Venezuela, uma medida que ecoa as decisões do STF de censurar a mesma plataforma no Brasil. Maduro não apenas suspendeu o X, mas também declarou abertamente que estava seguindo o exemplo do STF brasileiro. Esse é o reflexo de que a imprensa se recusa a considerar: as táticas de censura empregadas por Maduro são inspiradas nas ações do nosso próprio Supremo Tribunal.
Quando Maduro elogia publicamente a decisão do STF de bloquear o X, isso deveria lançar um alerta em qualquer cidadão brasileiro que valorize a liberdade de expressão. Este é um ditador sanguinário, responsável pela destruição de seu próprio país, elogiando as ações de nossa Suprema Corte. Se Maduro está aplaudindo essas decisões, o que isso diz sobre a direção em que estamos indo?
Ninguém Está Acima da Lei?
Maduro e Alexandre de Moraes, ministro do STF, compartilham mais do que uma simples aversão pela liberdade de expressão. Ambos defendem a ideia de que "ninguém está acima da lei", uma frase que, na superfície, parece nobre, mas que tem sido usada para justificar a repressão política. Maduro usa essa retórica para justificar a ordem de prisão contra Edmundo González, assim como Moraes e outros membros do STF a utilizam para perseguir aqueles que se opõem ao governo brasileiro.
O verdadeiro problema é que, enquanto o mundo condena Maduro por suas ações, a oposição no Brasil, que luta contra a mesma repressão, é rotulada como “antidemocrática” e “fascista”. As ações de resistência contra a ditadura do judiciário no Brasil são vistas como ameaças à democracia, enquanto a mesma luta na Venezuela é aclamada como quente e justa.
Uma Luta Pela Liberdade
Estamos vivendo em um mundo onde a verdade e a justiça são moldadas pela conveniência política. O que é considerado um ato de heroísmo em um país, é rotulado como subversão em outro. Maria Corina Machado, na Venezuela, e muitos brasileiros que lutam pela transparência e liberdade de expressão enfrentam as mesmas batalhas, mas recebem tratamentos radicalmente diferentes da imprensa e da comunidade internacional.
O espelhamento entre o regime de Maduro e as ações do STF no Brasil devem servir como um aviso. Se continuarmos nessa trajetória, corremos o risco de nos tornarmos uma versão brasileira da Venezuela, onde a censura é justificada em nome da “defesa da democracia” e onde aqueles que ousam discordar são perseguidos e silenciados.
A verdadeira questão é: de que lado você está? Se Maduro está aplaudindo as ações do STF, é hora de reavaliar essas ações realmente estão do lado da democracia ou do autoritarismo. A liberdade de expressão, o direito de discordar e a transparência nas eleições são princípios fundamentais de qualquer sociedade livre. Não podemos permitir que esses direitos sejam erodidos sob o pretexto de proteger a sociedade.
Conclusão
O mundo está olhando. E, enquanto Maduro persegue seus opositores e elogia a censura no Brasil, convidamos nos perguntar: até onde estamos dispostos a deixar que isso vá? A luta pela liberdade de expressão e contra a censura é uma luta global, e o que está em jogo é nada menos do que o futuro da democracia em nosso continente. Se não agirmos agora, podemos encontrar presos em um ciclo de repressão e autoritarismo do qual será difícil escapar.

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