sábado, 14 de setembro de 2024

O Mistério do Desaparecimento de Candidatos de Esquerda nas Prefeituras: Algo Muito Estranho Está Acontecendo

 


O cenário político brasileiro está cada vez mais esquisito. Em uma análise superficial, parece que as urnas eletrônicas confirmaram o apoio da maioria dos brasileiros a políticas de esquerda, com Lula eleito presidente. Afinal, segundo a lógica, isso deveria significar um fortalecimento do espectro político nas eleições subsequentes, certo? No entanto, um dado surpreendente acaba de surgir: pela primeira vez em 20 anos, os partidos de esquerda não terão candidatos em mais de 50% das prefeituras brasileiras nas eleições de 2024. Isso levanta algumas questões muito estranhas.


Para entender melhor, vamos recapitular: normalmente, quando um presidente de determinado espectro político é eleito, há uma tendência de expansão desse espectro em nível municipal. A vitória presidencial costuma servir como um "selo de aprovação" das políticas daquele grupo, influenciando diretamente as eleições locais. No entanto, com Lula no poder, parece que o oposto está acontecendo. A esquerda, que deveria estar crescendo, está encolhendo.


De acordo com levantamento do *Poder360*, mais da metade dos municípios brasileiros, precisamente 51%, não terão candidatos de partidos de esquerda concorrendo à prefeitura. Essa retração é inédita nas últimas duas décadas. O curioso é que essa diminuição acontece mesmo após o PT, o partido de Lula, voltar ao poder. Como pode o presidente ser de esquerda, eleito com milhões de votos, e os partidos de esquerda não conseguirem sequer preencher as candidaturas nas prefeituras?


Para colocar isso em perspectiva, partidos como PT, PSOL, PSB e PCdoB, que sempre tiveram forte presença em disputas municipais, agora se veem em uma situação inédita de enfraquecimento. Mais de 2.800 municípios não têm sequer um candidato filiado a esses partidos concorrendo em 2024. Em contraste, os partidos de direita têm um desempenho bem melhor, com apenas 21% das cidades sem candidatos de direita.


Essa discrepância vai além da lógica política tradicional. Durante os governos de Lula e Dilma, houve um claro aumento no número de candidatos de esquerda nas prefeituras. No entanto, desde a posse de Lula em 2023, houve uma queda brusca. O que explica essa queda agora? O que está acontecendo nos bastidores?


Tudo isso fica ainda mais confuso quando olhamos para o crescimento do número de candidatos de direita e as pesquisas que apontam um aumento da popularidade desse grupo. Se a esquerda realmente tivesse o apoio massivo que as urnas indicaram, não seria de se esperar que houvesse mais candidatos alinhados com Lula? No entanto, o que vemos é exatamente o contrário.


Esse cenário levanta dúvidas sobre a verdadeira realidade política do país. As eleições de 2022, tão controversas, parecem cada vez mais desconectadas da realidade que observamos nas ruas e nas urnas locais. E o que é mais preocupante: qualquer crítica a esse sistema é recebida com ameaças de censura e até prisão, como já vimos em exemplos preocupantes de decisões recentes do STF.


É preciso questionar: por que há uma desconexão tão grande entre a eleição presidencial e as municipais? Estamos diante de algo muito estranho, e qualquer tentativa de entender melhor a situação é vista com desconfiança ou reprimida. Mas uma coisa é clara: algo não se encaixa, e o encolhimento da esquerda nas prefeituras é apenas mais um sintoma de um sistema que parece cada vez mais desajustado com a realidade do Brasil.

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