Neste último sábado, celebramos o que deveria ser a mais importante festa nacional do Brasil: o 7 de Setembro, data que marca nossa Independência. No entanto, o que deveria ser um momento de orgulho e celebração transformou-se em uma verdadeira decepção, refletindo o atual cenário político e social do país. O desfile cívico em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, não foi nada além de uma demonstração do esvaziamento do apoio popular ao governo, e, para ser franco, senti vergonha como brasileiro ao assistir a cena. A capital do Brasil, que antes era palco de comemorações vibrantes, desta vez parecia deserta.
O Esvaziamento da Esplanada
É difícil não notar a diferença gritante em comparação com anos anteriores. A Esplanada dos Ministérios, que tradicionalmente se enche de famílias, crianças e cidadãos orgulhosos, estava quase vazia. Nem mesmo em pequenas cidades do interior, com 5.000 habitantes, vi algo tão triste. Nem mesmo com a convocação obrigatória de servidores públicos e comissionados, que foram ameaçados de perder seus cargos caso não comparecessem, a imagem desolada da Esplanada conseguiu ser mascarada.
A presença do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, foi marcada não pela alegria popular, mas pelo desconforto evidente de estar em um espaço que outrora era preenchido com orgulho nacionalista. O que testemunhamos foi um desfile esvaziado não apenas de público, mas também de significado. A rejeição ao governo ficou mais evidente do que nunca, e não se trata apenas de um sentimento contra Lula, o político condenado e corrupto, mas também contra as instituições que ele representa, incluindo as Forças Armadas, outrora uma das instituições mais respeitadas do país.
Rejeição Generalizada
Antigamente, o 7 de Setembro era uma data em que os brasileiros iam às ruas para celebrar o que de melhor nosso país oferecia. As Forças Armadas, em especial, sempre ocuparam um lugar de destaque no coração dos brasileiros, sendo vistas como guardiãs da pátria e defensoras da nossa soberania. Contudo, o que vimos neste ano foi uma profunda rejeição também a essa entidade. A população, outrora orgulhosa de seus soldados, parece agora descrente e decepcionada com a politização das Forças Armadas, que, em vez de se manterem neutras e acima das disputas partidárias, têm sido vistas como coniventes com a atual situação política.
Essa mudança de percepção é alarmante. As Forças Armadas, que antes eram motivo de orgulho, agora enfrentam o desinteresse e a desconfiança popular. E isso, sem dúvida, é reflexo do que aconteceu no 7 de Setembro. A falta de público, mesmo com o empurrão de comissionados e servidores, é o símbolo de uma população cansada e decepcionada, que não vê mais motivos para celebrar ao lado de quem deveria representá-la.
Um Abraço Simbólico aos Eleitores de Lula
Embora o público ausente fosse o maior protagonista da celebração esvaziada, uma cena específica chamou ainda mais atenção: o abraço de Lula em Alexandre de Moraes. Em uma ironia amarga, esse gesto parecia representar muito mais do que um simples cumprimento cordial. Foi como se Lula estivesse simbolicamente abraçando os 60 milhões de eleitores que, segundo ele, o elegeram. Essa cena sintetiza o sentimento de desconexão entre a elite política e o povo brasileiro. Lula, em sua arrogância habitual, agiu como se aquele abraço fosse uma confirmação de sua suposta legitimidade, uma forma de se autoproclamar representante de uma maioria que, cada vez mais, parece não existir fora das bolhas de poder.
Esse gesto de Lula e Moraes é um marco de como a política brasileira está se tornando um espetáculo vazio, onde os símbolos e gestos são meras encenações para uma plateia que já não está mais interessada. A verdade é que, por trás desse teatro político, o Brasil está enfrentando uma crise de confiança. E essa crise não se resume a Lula ou a qualquer outra figura política isolada; trata-se de uma desilusão generalizada com as instituições do país.
A Ditadura do Voto e o Desprezo pela População
Talvez a imagem mais emblemática deste 7 de Setembro seja a de um presidente que age como se governasse com o apoio de uma ampla maioria, quando, na verdade, essa maioria parece cada vez mais fictícia. O fato de Lula ter sido eleito com 60 milhões de votos não significa que esses votos continuem sendo de apoio incondicional. Pelo contrário, o esvaziamento da Esplanada é a prova viva de que muitos que o elegeram já se desencantaram com sua gestão.
Lula, com sua postura autoritária e conivência com figuras como Alexandre de Moraes, parece estar cada vez mais isolado do povo. Esse isolamento é o que faz com que ele aja como se fosse um ditador, desprezando as críticas e as demandas populares. Ele governa como se esses 60 milhões de votos lhe dessem um cheque em branco para fazer o que quiser, ignorando as vozes discordantes e as crescentes insatisfações.
O 7 de Setembro e o Futuro do Brasil
O que vimos neste sábado foi, em última análise, um reflexo de um Brasil dividido e desiludido. O esvaziamento da Esplanada dos Ministérios não foi apenas uma rejeição ao governo atual, mas também uma demonstração clara de que o povo brasileiro está farto de ser ignorado. Não importa quantas encenações políticas sejam feitas, a verdade é que o povo está cada vez mais distante daqueles que deveriam representá-lo.
O 7 de Setembro sempre foi uma data de celebração da independência e do orgulho nacional, mas este ano foi diferente. Foi um dia em que muitos brasileiros, assim como eu, sentiram vergonha. Vergonha de um país que está sendo dilacerado pela corrupção, pela polarização e pela falta de respeito às verdadeiras necessidades da população.
Este dia deveria ser um momento de reflexão profunda para todos nós. Se continuarmos no caminho em que estamos, é difícil imaginar um futuro melhor para o Brasil. Precisamos resgatar o sentido de unidade e orgulho que costumava marcar o 7 de Setembro. E, para isso, é essencial que nossas lideranças, começando pelo presidente da República, passem a ouvir de verdade o povo brasileiro.
Conclusão: Um Despertar Necessário
O esvaziamento da Esplanada neste 7 de Setembro não deve ser visto apenas como um evento isolado, mas como um sintoma de algo muito maior. O Brasil está em crise, e essa crise não será resolvida com abraços simbólicos ou desfiles vazios. O que o país precisa é de uma verdadeira renovação, tanto em suas lideranças quanto em suas instituições.
Lula pode ter abraçado simbolicamente seus eleitores neste sábado, mas o que ele realmente deveria estar fazendo é ouvindo as vozes daqueles que o elegeram, mas que agora estão decepcionados. A cada 7 de Setembro, devemos lembrar o verdadeiro significado de independência – e isso inclui a independência de uma política corrupta e desonesta, que não serve aos interesses do povo.
Se nada mudar, continuaremos a ver cenas como as deste ano: um país dividido, uma liderança isolada e um povo cada vez mais distante de seus governantes. Que a vergonha deste 7 de Setembro sirva como um alerta para todos nós. O Brasil merece mais, e o povo brasileiro não deve aceitar nada menos do que isso.
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