O que mais me assusta, e realmente me tira o sono à noite, não é a existência de uma ou outra figura ditatorial, completamente enlouquecida, tentando se apoderar do nosso país. Esse tipo de ameaça sempre existiu e continuará a existir. O que realmente me deixa acordado nas madrugadas é a quantidade de pessoas no Brasil que foram doutrinadas a ponto de concordar com o que está acontecendo. São pessoas que deixaram de ser indivíduos e se tornaram avatares ideológicos, cegamente seguindo um discurso autoritário que ameaça a própria essência da nossa democracia.
Estamos, de forma alarmante, seguindo o passo a passo da Alemanha nazista. E não uso as palavras "nazismo" e "fascismo" da forma leviana e prostituída que a esquerda o faz, acusando qualquer pessoa que não concorda com suas ideologias. O perigo que o Brasil enfrenta hoje é real, e o paralelo com o que ocorreu na Alemanha é assustador.
Se você perguntar a uma inteligência artificial como o nazismo se consolidou na Alemanha, a resposta é clara: várias ações estratégicas e repressivas foram adotadas para subverter o sistema e consolidar o poder. A primeira dessas ações foi a tomada do sistema judicial. O regime nazista nomeou juízes leais e criou tribunais especiais, como o Tribunal do Povo, para perseguir e condenar arbitrariamente seus adversários políticos. Isso soa familiar?
Outra ação crucial foi o incêndio do Reichstag, que os nazistas usaram como pretexto para acusar e prender em massa seus adversários políticos. O medo criado na população justificou a suspensão de direitos civis e permitiu que o governo nazista governasse por decreto. O incêndio do Reichstag é o nosso 8 de janeiro. A prisão arbitrária de adversários políticos, a manipulação do sistema judicial, a repressão aos opositores — tudo isso estamos vendo se desenrolar diante dos nossos olhos.
A censura e a propaganda também foram ferramentas poderosas usadas pelos nazistas, com apoio de partes da imprensa controlada pelo regime. Essa censura moldou a opinião pública a favor do nazismo. Hoje, vemos um paralelo assustador no Brasil, onde a mídia é usada para justificar ações repressivas e silenciar vozes dissidentes.
Substitua a palavra "nazista" por "moraísta" e veja como o regime de Alexandre de Moraes está consolidando seu poder através de ações estratégicas semelhantes. O discurso de Moraes, em muitos aspectos, ecoa o de Maduro na Venezuela, apenas em uma língua diferente. A semelhança é impressionante, e a rapidez com que o Brasil está se encaminhando para uma ditadura é de tirar o fôlego. Enquanto a Venezuela levou décadas para implementar seu regime autoritário, o Brasil está seguindo esse caminho em questão de semanas.
O mais alarmante é que esse regime totalitário do pensamento único está sendo imposto não por meio do exército nas ruas, mas através do sistema judiciário. As instituições estão sendo usadas para criar, estabelecer e consolidar esse poder. E onde está o Senado, a casa do povo, que poderia fazer algo a respeito? Presidiada por Rodrigo Pacheco, não faz nada. É desesperador.
Muitos podem argumentar que deveríamos estar fazendo algo. E estamos. Estamos fazendo tudo o que podemos, mas a verdade é que não pensamos e não fazemos mais nada além disso. Estamos indo para Brasília, enfrentando um sistema que parece inquebrável. Mas sabemos que, a partir do momento em que tomarmos ações mais enérgicas, seremos presos. Esse é o Brasil de hoje.
O Brasil está acelerando para uma ditadura, e o que realmente me assusta não é o tirano no poder, mas as massas que, doutrinadas, aplaudem e apoiam sua própria opressão. Isso é o que tira o sono à noite.

Nenhum comentário:
Postar um comentário