O escândalo que atingiu o governo Lula em cheio com a exoneração do ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, é um daqueles eventos que deixa claro o quão distante a realidade está das bandeiras que o atual governo sempre defendeu. Esse episódio vai muito além de uma demissão forçada; ele revela um padrão perigoso dentro da administração pública, um ambiente hostil para as mulheres, onde os números de assédio e abusos não param de crescer. E, para o governo Lula, isso é apenas o começo de uma crise moral que parece estar longe de acabar.
Desde o início de sua campanha, Lula e seus aliados sempre levantaram as bandeiras da defesa das minorias, dos direitos das mulheres, da igualdade de gênero e da luta contra o assédio sexual. No entanto, o que vemos hoje é exatamente o oposto: o governo que prometia combater essas mazelas sociais está repleto de figuras envolvidas em escândalos relacionados a essas práticas. A própria presença de Silvio Almeida como ministro dos Direitos Humanos, após diversas denúncias, mostra o nível de hipocrisia que se tornou norma nesse governo.
A demissão de Almeida foi apenas uma tentativa desesperada de controlar os danos, mas o problema é muito mais profundo. Um levantamento recente do jornal O Estado de São Paulo revelou que o número de denúncias de assédio sexual em órgãos federais já atingiu níveis alarmantes. Em apenas dois anos de gestão, o governo Lula contabilizou 75 processos disciplinares em Ministérios e 764 em toda a administração pública federal. Para efeito de comparação, o governo Bolsonaro teve 85 denúncias disciplinares em Ministérios e 822 no total durante todo o seu mandato de quatro anos.
Essa comparação revela algo assustador: Lula está caminhando para dobrar o número de denúncias de assédio sexual até o fim do seu mandato, o que significa que estamos vendo uma verdadeira escalada de comportamentos inapropriados dentro da administração federal. E o que é mais grave: tudo isso acontece sob o olhar de um governo que se autoproclama defensor das mulheres.
As promessas e as bandeiras esquecidas
Durante a campanha de Lula, a retórica era clara: seu governo seria o protetor das mulheres, o defensor das minorias, o pilar da justiça social. No entanto, a realidade é que nenhuma dessas promessas se concretizou. Se olharmos para outras áreas, o fracasso é igualmente gritante. O governo Lula prometeu preservar o meio ambiente, mas o Brasil bate recordes de queimadas. Prometeram salvar os povos indígenas, mas o país registra o maior número de mortes entre as comunidades indígenas. Na educação, a promessa de revitalização resultou em cortes, levando universidades e faculdades ao colapso, com greves por todo o país. Na saúde, a promessa de "salvar vidas" sucumbiu à realidade de um recorde de mortes por dengue.
Essas são bandeiras que o governo Lula empunhou com orgulho durante a campanha, mas que, na prática, foram abandonadas. O que vemos hoje é um cenário caótico, onde cada ação parece gerar um resultado pior do que o anterior. E agora, com a crise de assédio sexual dentro da própria estrutura governamental, essa hipocrisia está mais evidente do que nunca.
O caso de Silvio Almeida não é um incidente isolado. Ele é parte de um padrão maior, uma cultura de impunidade que permite que figuras de poder, muitas vezes admiradas pelo próprio presidente, ajam sem qualquer controle. O governo que deveria ser o exemplo de respeito e dignidade para as mulheres está, na verdade, se revelando o ambiente mais perigoso para elas.
A hipocrisia escancarada
O que mais choca nesse escândalo não é apenas o número alarmante de denúncias, mas o fato de que tudo isso está acontecendo sob o comando de um governo que se apresenta como defensor dos direitos das mulheres. O machismo, o desrespeito às mulheres e o assédio sexual, que são práticas condenáveis e combatidas no discurso, estão, na verdade, profundamente enraizados na estrutura de poder da esquerda brasileira. É ali, entre aqueles que se dizem "progressistas" e "defensores das minorias", que encontramos os piores casos de abuso e desrespeito.
O governo Lula não é apenas cúmplice dessa situação; ele é diretamente responsável por criar um ambiente onde esses abusos florescem. Ao nomear figuras como Silvio Almeida para cargos de poder, sabendo de sua conduta, Lula demonstrou um profundo desprezo pelas bandeiras que seu governo afirma defender. O resultado é um escândalo que está longe de ser resolvido, e que pode trazer à tona ainda mais figuras ligadas a práticas semelhantes.
E quando essas figuras forem expostas, a defesa será previsível: vão se esconder atrás da cartada do racismo, do preconceito, das minorias. Já vimos isso antes. Silvio Almeida, por exemplo, pode muito bem usar o argumento de que está sendo perseguido por ser negro. Mas como justificar isso quando a denúncia mais grave contra ele vem justamente de uma mulher negra e lésbica, a ministra da Igualdade Racial? Esse é o dilema que o governo enfrenta: suas desculpas padrão já não funcionam mais, e a verdade está vindo à tona de forma incontornável.
Um governo marcado pelo fracasso
Esse escândalo de assédio sexual é apenas um reflexo de um governo que fracassou em todas as suas promessas. A bandeira da defesa das mulheres, assim como a da preservação ambiental, a do combate à desigualdade e a da revitalização da educação, caiu por terra. O governo Lula se revelou um desastre em todas essas áreas, e a crise de assédio sexual é apenas mais uma peça desse quebra-cabeça de fracassos.
O mais preocupante é que, se o governo continuar nessa trajetória, ao final dos quatro anos de mandato, veremos um número recorde de denúncias, escândalos e crises. A administração Lula está se tornando um dos governos mais escandalosos e ineficazes da história moderna da democracia, e as consequências para o Brasil serão profundas.
A realidade é clara: o lugar mais perigoso para uma mulher estar hoje no Brasil é dentro da própria administração federal. Um governo que deveria ser o baluarte da proteção e do respeito está se tornando o epicentro do desrespeito e da exploração. As bandeiras que Lula e seus aliados ergueram com tanto orgulho agora servem apenas para mascarar a verdadeira face de um governo que falhou em todos os aspectos.
A crise de assédio sexual é o golpe mais recente, mas certamente não será o último. À medida que mais e mais casos venham à tona, a administração Lula enfrentará um crescente descontentamento, tanto dentro quanto fora do país. E o preço dessa crise será pago, mais uma vez, pelas mulheres e pelos brasileiros que acreditaram nas promessas vazias de um governo que já não tem mais como se esconder atrás de suas bandeiras caídas.
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