sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Eleições: A Grande Festa da Democracia — Mas Quem Paga a Conta?


As eleições, frequentemente descritas pela grande mídia como a "festa da democracia", realmente têm muito em comum com uma celebração de grande porte: são caras, envolvem muitas pessoas e têm um impacto significativo. No entanto, a principal diferença é que, enquanto numa festa tradicional quem arca com os custos é o anfitrião, na "farra da democracia", os convidados — ou seja, nós, os contribuintes — somos obrigados a pagar a conta. E que conta!

Aqui no Brasil, bilhões de reais são destinados às eleições, e vale lembrar o que a icônica Margaret Thatcher disse certa vez: "Não existe dinheiro público, apenas dinheiro dos pagadores de impostos." Ou seja, todo esse investimento não sai dos cofres mágicos do governo; ele vem diretamente do nosso bolso. Portanto, podemos pensar nas eleições como um grande evento onde somos forçados a participar e a financiar, quer queiramos ou não.

A Farra dos Partidos e do Fundão Eleitoral

Os partidos políticos são as atrações principais dessa festa. Esses "abutres", como muitos os chamariam, não se contentam com qualquer trocado. Apenas o "fundão eleitoral" distribuiu quase R$ 5 bilhões entre os partidos. Isso sem contar as doações voluntárias, onde o cidadão ainda pode escolher contribuir diretamente para o candidato de sua preferência. Mas, claro, ninguém pode optar por não contribuir para o fundão eleitoral — essa parte é obrigatória.

Agora, se você está pensando em investir o dinheiro que iria para as eleições em algo pessoal, como um sonho de consumo, esqueça. O governo já tomou essa decisão por você. E o retorno desse "investimento"? Bem, além das urnas eletrônicas de última geração, que custaram R$ 1,1 bilhão, o restante do dinheiro é usado para garantir a "experiência de voto perfeita", com mais de 220 mil urnas distribuídas pelo país.

Segurança e Participação: Um Grande Empenho

A festa da democracia também exige um enorme aparato de segurança. No Piauí, por exemplo, 75% do efetivo da polícia foi mobilizado, totalizando mais de 5.700 policiais. Claro, isso significa que, enquanto você vota, um assaltante pode estar agindo sem ser incomodado. Mas, por um dia, você pode se sentir seguro indo até a urna para escolher seus candidatos.

E o que seria dessa grande festa sem a participação dos mesários, que, de forma generosa, doam seu tempo para fazer tudo acontecer? Talvez não seja apenas um gasto de tempo, mas um investimento. Afinal, esse sacrifício vai ajudar a perpetuar o funcionamento do Estado — que, muitas vezes, retribui com ruas esburacadas, saúde precária e impostos cada vez mais altos. Mas, como se costuma dizer, o importante é participar, certo?

O Marketing Eleitoral: Entretenimento Garantido

Nenhuma festa é completa sem um bom marketing, e os candidatos sabem muito bem disso. Com nomes criativos e irreverentes, como "Pretinho My God", "Alemão do Gás" e "Barbudo do Uber", eles ocupam os 70 minutos diários de propaganda eleitoral gratuita na TV. Esse tempo, que poderia ser usado por empresas para divulgar produtos ou serviços úteis, é dedicado a educar o eleitorado com jingles e slogans repetitivos.

E quem não se diverte com os debates eleitorais? As trocas de acusações, as cadeiras violentas e os momentos de tensão são o verdadeiro entretenimento do ano. Milhões de brasileiros assistem e, em seguida, debatem os acontecimentos nas redes sociais, enquanto jornais e emissoras fazem uma cobertura minuciosa de cada detalhe.

O Impacto nas Instituições: Tudo Parado

Em ano de eleições, a máquina pública praticamente para. Projetos importantes são adiados, pois ninguém sabe quem estará no poder no ano seguinte. Até o Congresso entra no clima: como bem reportou o G1, "projetos são empurrados para depois das eleições", para evitar que a população perceba que esses "abutres" aprovam leis impopulares. Melhor não fazer nada e deixar que a festa aconteça em paz, não é mesmo?

A Ilusão do "Dinheiro Circulando"

Se você acha que todo esse gasto é um desperdício, pense de novo! Isso é dinheiro circulando! Os keynesianos nos ensinaram que o importante é gastar, gastar e gastar, porque isso movimenta a economia. Não importa se o governo está rolando dívida ou imprimindo dinheiro. O que importa é manter o ciclo de gastos. E se houver inflação, melhor ainda: as pessoas param de poupar e também começam a gastar mais.

É verdade que, como Mises nos alertou, essa lógica leva ao colapso econômico e ao socialismo. Mas quem se importa com racionalidade quando podemos participar dessa festa luxuosa que é a democracia?

O Carnaval Político

Para encerrar, não podemos esquecer que essa grande festa democrática tem um toque de carnaval. Como disse o famoso carnavalesco Joãozinho Trinta: "O povo gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual." O governo brasileiro parece ter levado essa frase ao pé da letra. Temos um Supremo Tribunal Federal que torra dinheiro com lagostas e vinhos caros, um Congresso recheado de penduricalhos e um Executivo que adora distribuir cargos e privilégios para seus amigos.

Infelizmente, no carnaval da política, apenas os políticos sambam na cara da população. Mas, assim como no carnaval, o show não pode parar.

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