quinta-feira, 31 de outubro de 2024

**Coringa 2: Um Flop Antecipado e a Ascensão dos Filmes Cristãos**


No início, o filme "Coringa", de 2019, surpreendeu o mundo com seu sucesso avassalador. Com um orçamento de apenas 55 milhões de dólares, faturou mais de 1 bilhão e rendeu a Joaquin Phoenix o Oscar de Melhor Ator, além de elogios da crítica e do público. Mas, quando "Coringa: Delírio" foi anunciado, o entusiasmo começou a desmoronar. Desde os rumores de que seria um musical até a presença de Lady Gaga no elenco, a expectativa já não era a mesma. A sequência, com um orçamento gigantesco de 200 milhões de dólares, parecia estar apostando mais no brilho das estrelas e no espetáculo do que na profundidade que conquistou os fãs no primeiro filme.


O resultado? Menos de 40 milhões de dólares no fim de semana de estreia nos Estados Unidos, um fracasso colossal para os padrões de Hollywood. O público e a crítica reagiram com desdém; no CinemaScore, "Coringa: Delírio" recebeu uma nota “D”, colocando-o próximo ao fundo do poço, enquanto no Rotten Tomatoes, o índice de aprovação gira em torno de 30%. O musical sombrio pareceu mais um delírio do que uma continuação coesa, irritando fãs que esperavam uma evolução à altura do original.


Em contraste, um filme que poucos esperavam ver nas listas de grandes bilheteiras, "A Forja: O Poder da Transformação" — um drama cristão de baixo orçamento —, vem ganhando destaque. O longa, focado na superação e fé, conseguiu liderar as bilheterias brasileiras na semana anterior ao lançamento de "Coringa 2" e segue com bons números. Custando meros 5 milhões de dólares, "A Forja" já arrecadou 30 milhões ao redor do mundo, provando que histórias de esperança, com uma boa dose de fé e sem ostentação, ainda têm grande apelo no mercado.


A lição que Hollywood parece teimar em ignorar é que o mercado não perdoa quando se abandona o que cativou o público em primeiro lugar. O sucesso do primeiro "Coringa" veio de sua abordagem crua e psicológica, sem floreios. Transformá-lo num musical de alto orçamento pareceu, aos olhos de muitos, uma traição ao espírito original. Enquanto isso, filmes como "Deadpool" e "Divertidamente 2" continuam a obter bons resultados, pois mantêm o DNA que os fez populares.


Hollywood enfrenta uma escolha: investir em narrativas autênticas que ressoam com o público ou continuar a correr o risco de que o mercado, incansável em sua busca por qualidade e conexão genuína, ensine duros aprendizados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagens mais visitadas