O recente incidente envolvendo policiais militares em São Paulo expõe, de maneira alarmante, os efeitos devastadores do ativismo judicial e do intervencionismo estatal nas vidas de cidadãos e agentes da lei. O episódio, que inicialmente parecia um caso de resistência à prisão, rapidamente se transformou em uma narrativa racial e ideológica, explorada por promotores e amplificada pela mídia. Tudo isso sem o devido processo legal, criando um ambiente onde a justiça cede espaço para interesses políticos.
Ao abordar o ocorrido, é essencial compreender os fatos. Um homem acusado de furto, sob suspeita de estar sob o efeito de substâncias químicas, resistiu violentamente à prisão. Para conter a situação e garantir a segurança de todos os envolvidos, os policiais utilizaram cordas para imobilizá-lo. Esse procedimento foi realizado em conformidade com o Decreto Federal 8.858, de 2016, que autoriza o uso de algemas ou métodos de contenção quando houver resistência ou risco de fuga.
O que deveria ter sido uma análise técnica e legal da ação dos policiais, no entanto, foi rapidamente transformado pela mídia e pela promotoria em uma narrativa de abuso policial e racismo. O foco não estava nos detalhes da operação ou nas circunstâncias que justificaram o uso de cordas, mas sim na construção de uma agenda racialista que distorcia os fatos para atender a um propósito ideológico específico.
Esse é o perigo real do ativismo judicial: ele não se limita a aplicar a lei conforme os princípios da justiça e imparcialidade, mas tenta moldar a realidade de acordo com interesses políticos. Ao transformar uma ação policial legítima em um debate sobre tortura e racismo, a promotoria e a mídia desconsideraram por completo a situação concreta, promovendo uma versão distorcida dos eventos para manipular a opinião pública.
Sob uma perspectiva libertária, o ativismo judicial é uma ameaça direta à liberdade individual. Isso porque, ao invés de proteger os direitos dos cidadãos contra abusos do Estado, ele expande o poder estatal, criando um ambiente onde o direito e a justiça são moldados por agendas políticas e ideológicas. Quando promotores e juízes agem sob a influência de pressões midiáticas, e não de uma análise técnica dos fatos, a justiça se torna uma ferramenta de controle social, e não um meio de garantir a liberdade.
Neste caso específico, a ação dos policiais foi julgada por um magistrado que, apesar da pressão externa, reconheceu a legalidade e necessidade do uso de cordas para conter o suspeito. O juiz destacou que os policiais agiram dentro dos parâmetros legais e que não houve intenção de infligir sofrimento ao detido, desqualificando as acusações de tortura.
Entretanto, o afastamento dos policiais antes de qualquer julgamento reflete a crescente tendência de utilizar o sistema de justiça para satisfazer interesses ideológicos, sem respeito ao devido processo legal. Isso cria um perigoso precedente em que indivíduos podem ser punidos antes mesmo de terem a oportunidade de se defender, apenas para atender às demandas de uma narrativa política.
O libertarianismo, que defende a liberdade individual e a limitação do poder estatal, vê no ativismo judicial uma séria ameaça à ordem e à justiça. Ao permitir que as decisões judiciais sejam influenciadas por agendas políticas, o Estado não só viola os direitos individuais, mas também destrói a confiança da população no sistema jurídico, gerando um ambiente de insegurança e arbitrariedade.
Essa não é uma luta apenas dos policiais envolvidos, mas de todos que acreditam na liberdade. O ativismo judicial mina a própria base de um sistema justo e imparcial, onde as leis devem ser aplicadas de maneira equitativa e transparente. A absolvição dos policiais é uma pequena vitória em meio a essa batalha constante contra a politização da justiça, mas a guerra está longe de ser vencida.
A verdadeira justiça só pode ser alcançada quando o poder do Estado, incluindo o judiciário, é limitado e as decisões são tomadas com base em fatos, e não em narrativas. Neste momento, o Brasil caminha para um estado de exceção judicial, onde a verdade e a justiça são constantemente distorcidas para atender aos interesses de quem está no poder.
Precisamos, mais do que nunca, continuar vigilantes. A liberdade individual e a justiça imparcial só serão preservadas se o ativismo judicial for contido e se a aplicação das leis for feita com responsabilidade e respeito ao direito. Se permitirmos que o judiciário se transforme em um braço político, corremos o risco de perder não apenas a confiança no sistema, mas a própria liberdade que ele deveria proteger.
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