terça-feira, 24 de dezembro de 2024

A BR 319: O Preço de Depender do Estado para a Liberdade


Você mora numa grande cidade brasileira e já enfrentou dificuldades com os serviços públicos, certo? Agora, imagine viver em um lugar tão isolado que nem a infraestrutura básica chega. Essa é a realidade de quem depende da BR 319, uma rodovia essencial para o Amazonas, mas que, por decisão política, permanece em condições precárias, afastando ainda mais a liberdade e dignidade de quem vive na região. Vamos explorar essa realidade e refletir sobre o que acontece quando o Estado falha em sua missão.

A BR 319 conecta Porto Velho, em Rondônia, a Manaus, no Amazonas, mas a realidade dessa via é a de um caminho quase intransitável, especialmente em seu trecho de 400 km, onde não há asfalto, postos de gasolina ou mesmo sinal de civilização. A estrada é um reflexo claro da negligência do Estado, que não consegue garantir o básico para a população: infraestrutura, transporte, saúde. E o que aconteceu com o casal de aventureiros Fran e Osvaldo, que viajam o Brasil em busca de liberdade e novas experiências, exemplifica bem esse retrato.

Durante uma dessas viagens, Osvaldo sofreu uma fratura grave no fêmur, e a falta de recursos médicos e infraestrutura adequada se mostrou um pesadelo. Osvaldo não encontrou atendimento médico imediato nem na estrada nem em um hospital público próximo. Em vez disso, foi necessário improvisar uma maca, enfrentar a dor e percorrer um trajeto torturante até o hospital público de Taituba, onde a burocracia e a falta de doadores de sangue adiariam ainda mais a cirurgia necessária.

Essa situação revela uma crua realidade: o sistema público de saúde falha onde deveria ser a última linha de defesa. E, em contraste, a solução veio do setor privado. Após apelar para seus seguidores nas redes sociais, Fran conseguiu arrecadar fundos para transferir Osvaldo a um hospital privado, onde ele recebeu o atendimento que o sistema público não foi capaz de oferecer em tempo hábil. A diferença entre os dois sistemas não poderia ser mais evidente: enquanto o sistema privado tem flexibilidade, recursos e agilidade, o público é engessado, moroso e, muitas vezes, insuficiente.

Esse episódio se soma à problemática da BR 319, que se arrasta há décadas sem ser asfaltada devido a disputas políticas e ambientalistas. A rodovia, essencial para a logística e conexão do Amazonas com o resto do Brasil, continua sendo um obstáculo para o desenvolvimento da região. O Governo Federal e órgãos como o Ibama, Funai e outros, com seus interesses de preservação ambiental, não se importam com as condições de vida da população local. Eles preferem manter a região no atraso, onde a falta de acesso a serviços essenciais é uma realidade diária.

A reflexão que devemos fazer é sobre a relação entre liberdade e dependência do Estado. O que vimos com o casal Fran e Osvaldo, e que acontece todos os dias em várias partes da Amazônia, é um retrato de como a burocracia e a falta de ação do Estado colocam vidas em risco e, muitas vezes, destroem qualquer chance de prosperidade. O Brasil, ao continuar investindo em um Estado inchado e ineficiente, está colocando seus cidadãos em uma situação onde precisam lutar contra um sistema falido, em vez de ter o direito de prosperar e viver com dignidade.

É preciso lembrar que a verdadeira liberdade não está apenas em poder viajar ou sonhar, mas em ter acesso a uma infraestrutura decente, a serviços de saúde eficientes e à possibilidade de viver de maneira digna, com os próprios esforços. As pessoas na Amazônia, como em muitas outras regiões do Brasil, merecem ser tratadas com respeito e dignidade, e não como peças de uma engrenagem que gira ao sabor dos interesses políticos e ideológicos. A Amazônia deve ser livre para decidir sobre seu próprio destino, sem a interferência de Brasília.

Nós defendemos uma Amazônia livre, onde as pessoas possam viver em paz, com suas propriedades respeitadas e sua liberdade garantida. O modelo atual, onde tudo depende de uma máquina estatal falida, só perpetua a miséria e a injustiça. Não podemos mais aceitar que as políticas públicas criem um ciclo de atraso e sofrimento. Chegou o momento de reconhecer que o que funciona no Brasil vem da colaboração voluntária e da ação do livre mercado, não do Estado inchado que falha em cada esquina.

Se queremos um Brasil verdadeiramente livre e próspero, devemos garantir que as pessoas possam tomar suas próprias decisões, cuidar de sua saúde e bem-estar, e viver sem as amarras de um governo que não tem mais soluções a oferecer.

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