Recentemente, venho refletindo sobre o papel do PSD na política brasileira. Durante muitos anos, esse partido se tornou o núcleo do sistema político, representando uma força que, embora discreta, influencia diretamente as decisões que moldam a nossa democracia. Enquanto o MDB pode ter sido o partido tradicional que detinha esse título, o PSD agora se firmou como o verdadeiro núcleo, operando nos bastidores de forma sutil, mas eficaz.
A questão é: até que ponto isso é saudável para a democracia? O PSD, sob a liderança de figuras como Otto Alencar, tem mostrado apoio a Alexandre de Moraes, um nome associado à censura e à proteção de um sistema que parece se enfraquecer a cada dia. A recente pressão sobre o partido revela que eles finalmente perceberam o impacto negativo de suas ações. E isso é um sinal claro de que a população está mais atenta.
É interessante notar que Otto Alencar, ao se posicionar favoravelmente a Moraes, representa um perigo real para a liberdade de imprensa e expressão no Brasil. A gravação de um vídeo em que tenta justificar o apoio a Moraes revela uma insegurança crescente dentro do PSD, que até agora operava como se estivesse acima do bem e do mal. É como se o partido estivesse sentindo, pela primeira vez, a pressão da opinião pública.
No entanto, a defesa do PSD por meio de discursos vazios não consegue mascarar a realidade. O partido, que se diz liberal, tem se envolvido em manobras que visam proteger não apenas seus interesses, mas também os de um sistema que se mostrou falho e corrupto. As articulações para derrubar Bolsonaro durante a pandemia, por exemplo, são um claro indício de que o PSD está mais preocupado com sua própria sobrevivência do que com o bem-estar da população.
Além disso, é alarmante observar que a bancada do PSD se liberou para que seus membros analisassem pedidos de impeachment sem qualquer comprometimento real. A maioria dos senadores e deputados que apoiaram o impeachment de Bolsonaro vêm de outros partidos, enquanto os principais nomes do PSD permanecem em silêncio. Isso levanta questões sobre a verdadeira ideologia do partido e sua posição em relação à justiça e à ética.
O que realmente assusta é a naturalização desse comportamento. O assassinato do jornalista Robson Giorgio, supostamente encomendado por um deputado do PT, poderia ter gerado uma onda de indignação entre os jornalistas e a sociedade civil. No entanto, a repercussão foi mínima, pois muitos já esperam que esses atos venham de um partido que, historicamente, não tem problemas em cruzar limites éticos. Essa banalização da violência política torna a situação ainda mais alarmante.
Se o Brasil fosse um país sério, essa notícia teria sido manchete em todos os jornais e programas de TV. O silêncio sobre a conexão entre o PT e a violência política é ensurdecedor. Ao invés de uma análise crítica, vemos uma defesa sistemática de um partido que, em última instância, fere a democracia e a liberdade de expressão.
A luta contra a censura e a defesa da liberdade de imprensa não podem ser tratadas como picuinhas políticas. Precisamos nos unir contra essas ameaças, independentemente de nossa posição política. O PSD, por mais que tente disfarçar, representa uma camada de proteção para um sistema que não serve mais ao povo.
Portanto, é hora de dizer "não" ao PSD e a qualquer partido que se alie a práticas que desrespeitam a democracia. Devemos nos questionar: estamos dispostos a permitir que a política se torne uma arena onde a ética é esquecida em nome da sobrevivência do sistema? É um momento crucial para refletirmos sobre o futuro do Brasil e a verdadeira essência da nossa democracia.
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